terça-feira, março 28, 2006

Areia no meu jardim

Não tenho tido muito tempo para escrever no blog, como jás devem ter percebido!
Ontem uma colega mandou-me um texto que gostaria de partilhar convosco.



“OS GUARDAS DO MUSEU DE BAGDAD”
de JOSÉ PEIXOTO


"Samir - Tens a certeza que o teu jardim não está hoje coberto de areia? Sabes, quando chegou a minha vez de ir conhecer o mundo, eu também fui. E espantei-me. E voltei cheio de ideias. Também quis semear muita coisa. Mas o vento foi trazendo areia. Todos os dias. E todos os dias eu tirava a areia com as minhas próprias mãos e muitas vezes sozinho. E o vento voltava a soprar e a trazer areia. O vento era constante e mais forte do que eu. Então pensei que talvez fosse mais inteligente não ter um jardim e ter outra coisa que não me obrigasse a lutar contra o vento e contra a areia, durante a vida inteira. Não é difícil ter ideias, difícil é concretizá-las. Não te esqueças que o vento e a areia vão ser uma constante das nossas vidas e que mais vale alguma coisa que nasça na areia e resista ao vento, mesmo que não seja o melhor jardim do mundo. Aceita isto como um bom conselho."

http://www.teatrodosaloes.pt/emcena.htm

segunda-feira, março 06, 2006

Jarros uma lembrança de criança

Os belos Jarros (Zantedeschia aethiopica Spreng), pertencentes à família Araceae começam a aparecer aqui e ali, salpicando as beiras das estradas da ilha de S. Miguel lembrando-me lugares e pessoas que marcaram a minha infância.

Jarro

Sempre as conheci assim... simples e singelas! Durante toda a minha vida perseguiram-me, em casa dos meus pais, na casa e no quintal de meus avós... onde continuam e continuarão a estar! As pessoas... algumas, tão queridas... partiram... Mas estas flores, pedaços da minha infância, que a cada ano reaparecem, estarão por todo o lado... do meu lado lembrando-me, para sempre, coisas maravilhosas que só a mim me podem transmitir!


O Jarro constitui uma planta ornamental muito apreciada pelas belas inflorescências erectas, vistosas, formadas na Primavera/Verão, em forma de espádice, amarela, acompanhada de uma espata branca irregularmente campanulada. Folhas grandes, cordiformes-sagitadas. Herbácea robusta, de lugares muito húmidos, perene, originária da África, de 0,6-1,0 m de altura, com rizoma vigoroso, muito florífera e de folhagem ornamental brilhante. Constitui uma óptima para flor de corte, podendo ser cultivada a pleno sol ou a meia-sombra. É tolerante a baixas temperaturas e não se adaptando bem a climas quentes. Multiplica-se pelas mudas formadas junto ao rizoma da planta-mãe, separadas após o florescimento.

A beleza desta planta esconde alguns perigos. Todas as partes desta planta são tóxicas pois contém ráfides de oxalato de cálcio e saponinas.

A ingestão da planta ou contacto com a mesma provoca irritação de mucosas, edema de lábios, língua e palato com dor e ardor, sialorréia, disfagia, cólicas abdominais, náuseas, vómitos, diarreia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contacto com os olhos pode provocar irritação, lesão da córnea, edema, fotofobia, lacrimejamento, irritação com congestão.